iPad Terceira Geração

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8 Classificação

Ecrã | Um pouco mais rápido que o iPad 2

Igual ao iPad 2

O primeiro iPad lançado desde a morte de Steve Jobs foi acolhido com um misto de decepção, por ser basicamente igual ao iPad 2, e de entusiasmo, por finalmente ter um ecrã de muito alta resolução e por ser o primeiro dispositivo Apple com acesso a banda larga móvel LTE, mais conhecido entre nós por 4G (que, no entanto, não funciona em Portugal).

Por fora, o novo iPad é quase igual ao iPad2. As dimensões do ecrã são as mesmas, o botão Home está colocado no mesmo sítio, o interruptor e os controlos de volume são iguais e estão montados no mesmo local. Na versão com acesso a banda larga móvel, a entrada para o cartão SIM está na mesma posição. A câmara tem os mesmos 5 megapíxeis e a parte de trás é feita no mesmo material.

Não há nada que venda um dispositivo que viva da imagem como o ecrã. No iPad original e também no 2, o ecrã tinha 1024 x 768 píxeis, o que para a maioria dos utilizadores chegava. Mas a pressão da concorrência, que começou a oferecer painéis com resoluções muito maiores, e também o fosso tecnológico que se abriu entre o ecrã do iPhone 4/4s e o iPad forçaram a Apple a dar um novo ecrã à nova geração do iPad.

O novo iPad tem um ecrã com as mesmas dimensões (9,7 polegadas) mas, tal como no iPhone, é um Retina, oferecendo 2048 x 1536 píxeis com uma densidade de 264 píxeis por polegada, contra os 132 ppp das versões anteriores.

As diferenças de qualidade de imagem das versões anteriores face a esta são abismais. Nota-se principalmente no texto, agora mais nítido. No que respeita a imagens, tudo depende da resolução. Quando o contraste é muito grande, nota-se alguma pixelização, por muito que o software tente fazer upscaling. Não há milagres.

A terceira geração do iPad vem equipada com um novo SOC (System on Chip) que combina na mesma peça a CPU e a GPU. Este novo chip chama-se A5X e é uma evolução directa do A5 que equipa o iPad2. Mantém o mesmo CPU dual core, mas a componente gráfica é agora quad core. A velocidade manteve-se nos 1 GHz. Esta alteração foi imposta pelo maior número de píxeis que o novo ecrã oferece.

No que respeita a comunicações, o novo iPad pode ligar-se a redes sem fios até à norma 802.11n (300 Mbps), Bluetooth 4.0 e como já dissemos é compatível com redes de banda larga móvel 4G (mas pode ligar-se também a redes 3G).

Quanto à bateria, segundo a Apple, o novo iPad oferece um tempo de vida entre carregamentos de 10 horas – claro que tudo isto é académico, dependendo muito do que estiver a fazer.

 

Utilização

A primeira coisa que se sente quando se pega no novo iPad é o aumento de peso, principalmente se já usou o iPad2. Outra coisa é a espessura. O novo modelo sente-se mais na mão que o anterior, o que não é necessariamente mau, porque transmite uma maior impressão de solidez.

Do ecrã só se pode dizer que é simplesmente fantástico! Se usar aplicações que não estejam adaptadas para a nova resolução, o iPad consegue adaptar bem o texto, mas as imagens ficam pixelizadas. Mas a nitidez do texto e das imagens com resolução compatível é excelente.

Este é talvez o melhor ecrã da indústria e de certeza que marcará o passo da concorrência nos próximos tempos.

Em relação ao iPad 2, a experiência de utilização é praticamente igual. A única diferença visível é a desenvoltura do sistema. Nota-se que tudo é mais rápido, até a rotação do ecrã funciona mais depressa.

A bateria dura mais ou menos o mesmo que na versão anterior, o que quer dizer que se estiver a jogar algo mais que Angry Birds o tempo de vida andará pelas 4 horas, mas se estiver a ler qualquer coisa a bateria chegará perto das 10 horas anunciadas.

 

É mesmo o mais rápido?

Aquando da apresentação deste novo iPad, um dos slides mostrados dava conta de que seria quatro vezes mais rápido que qualquer outro dispositivo baseado no chip Tegra3 da Nvidia, que por exemplo anima o Transformer Prime da Asus.

Olhando para isto de um ponto de vista meramente técnico, é difícil que seja verdade: o Tegra3 tem quatro cores de processamento geral mais um core “companheiro” que funciona apenas quando o sistema não precisa de grande potência de processamento e 12 cores para processamento gráfico. Por seu lado, o A5X do iPad tem dois cores de processamento geral e quatro de processamento gráfico. Só isto chega para, em termos de processamento, o Tegra deixar o A5X para trás.

Mas nem tudo depende da velocidade absoluta da CPU/GPU. O Tegra3 é usado num dispositivo em que o hardware é feito por entidades que depois tem de usar software genérico feito por outras, neste caso o Android da Google. Por outro lado, na Apple, o software é feito de propósito para um hardware específico, o que permite optimizações quase impossíveis de conseguir noutras plataformas, o que pode fazer com que a performance final possa ser superior.

Por isso, pegámos em ferramentas de medição de velocidade que existam nas duas plataformas e fomos ver se é mesmo verdade que o iPad de nova geração é quatro vezes mais rápido que o Transformer Prime da Asus, para já o único tablet com processador Tegra 3 à venda no nosso país.

O tablet da Asus tem a última versão do Android (4.03) e o iPad tem a versão 5.1 do iOS.

Resultados dos testes de performance comparativos

Passmark

Este teste mede a performance da CPU e do sistema gráfico em 2D e 3D.

Transformer Prime iPad
CPU Tests 8826 11100
Intenger Math 166 MOps/Seg. 344 MOps/Seg.
Floating Point Math 405 MOps/Seg. 286 MOps/Seg.
Find Prime Numbers 101 k Primes/Seg. 68 K Primes/Seg.
Random String Sorting 1171 K Strings/Seg. 1174 K Strings/Seg.
Data Encryption 4,24 MB/Seg. 49,2 MB/Seg.
Data Compression 1,21 MB/Seg. 1,30 MB/Seg.
Disk Tests 2693 10266
Internal Storage Write 7,46 MB/Seg. 60 MB/Seg.
Internal Storage Read 44,6 MB/Seg. 83 MB/Seg.
External Storage Write 20,5 MB/Seg. N/A
External Storage Read 33,6MB/Seg. N/A
Memory Tests 1104 2425
Memory Write 179 MB/Seg. 423 MB/Seg.
Memory Read 462 MB/Seg. 393 MB/Seg.
2D Graphics 2268 895
Solid Vectors 4375 Vectors/Seg. 1725 Vectors/Seg.
Transparent Vectors 3401 Vectors/Seg. 1525 Vectors/Seg.
Complex Vectors 111 CV/Seg. 3,13 Vectors/Seg.
Image Rendering 2011 Imagens/Seg. 570 Imagens/Seg.
Image Filters 69,9 Filtros/Seg. 3,42 Filtros/Seg.
3D Graphics Tests 1251 1456
Simple Test 59,8 FPS 56,8 FPS
Complex Test 47 FPS 53,4 FPS

 

GLBenchmark 2.1.4

Este teste serve basicamente para medir a performance do sistema gráfico em 2D e 3D. O iPad ficou em primeiro, tendo conseguido processar 5953 frames a 53 FPS, contra 5663 a 50 FPS no Asus no teste Egypt Standard. Já no modo Pro Standard, foram 2878 a 58 FPS para iPad, e 2824 a 56 FPS para o Asus.

Browsermark

Este teste serve para medir a velocidade a que o browser consegue interpretar e desenhar as páginas web usando Java e HTML. O Transformer Prime conseguiu um resultado de 107.200 e o iPad 99.670.
Claro que, neste caso, para além da velocidade que o hardware/software consegue, se tem que contar com as optimizações dos próprios browsers específicos.

Como se pode comprovar, mesmo nos testes em que o iPad ganha ao Transformer nunca é quatro vezes mais rápido. Francamente, não temos a menor ideia de onde foi a Apple buscar aqueles números…

Vale a pena?

Ficha Técnica

Nome: iPad Terceira Geração

Fabricado por: Apple

Distribuido por: Apple

Contacto: www.apple.com/pt

Preço: €479 (16GB), €579 (32GB), €679 (64GB)

Esta é a pergunta mais complicada. Principalmente porque pode ainda comprar um iPad 2 a um preço mais em conta, que faz o mesmo que o novo, menos o ecrã, e à primeira vista não se consegue distinguir se está, ou não, a usar o novo modelo.

Se formos pelo lado da maior potência de processamento, a grande maioria dos jogos não usa nem metade das potencialidades de processamento do iPad2, quanto mais do novo modelo, e para ler notícias ou email não precisa de mais potência para nada.

Se já tem um iPad2 e está contente com ele não vale a pena trocar. Mas se não tem um iPad2, ou se quiser uma máquina um pouco mais rápida, com um ecrã melhor e, acima de tudo, a pode pagar, vá para o novo iPad.

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Autor: Pedro Troia Ver todos os artigos por

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